A futilidade e a arrogância não entrarão no reino dos céus! Benditos os humildes de coração, pois o seu coração, algures no tempo cósmico, se encontrou com o Coração de Nosso Senhor O Cristo.
O ser fútil ama o supérfluo e o inútil.Que do teu coração, Ó Sacerdotisa, seja expurgada toda a futilidade! Tu, que te ofereceste ao Serviço da Senhora, como ousas almejar àquilo que Ela repudia?
Do nada Ela faz muito! O pouco Ela multiplica! Tu, porém, pegas no muito que te é dado e ao nada da tua vaidade o reduzes, qual predador, abocanhando aqui e ali! Cuidado! Para que sobre ti não caia o pecado do mundo!
Que nunca as Filhas da Senhora se julguem grandes demais para os trabalhos a que são convocadas! Pois é do pó da terra e do seu barro que o corpo constrói outros corpos, e é das almas grandes que as pequenas almas se alimentam. Possas tu ó Sacerdotisa, tomar o pó da terra, e oferecer a tua alma à fome da humanidade que te rodeia.
A humildade de si própria se esquece. Tu, porém, ó Pomba Azul, teimas em manter: Um nome! Uma estrutura mental! Um coração subjugado à tua ideia de mundo!Puderas esquecer o que és para recordar ao que vieste!
Cessar de ser, é encontrar a existência na tua Criadora e ser apenas esse sonho da Mãe, que é adoçar a existência de todas as criaturas, as que merecem e as que não merecem - porque só o Senhor tem a medida, e como pois, poderias tu, pequeno Ser, medir?
Entrega ao Anjo da Espada a ânsia de Justiça, pois que só Ele pode remediar sem destruir! Só Ele pode repor Verdade e Justiça sem apagar do mundo o brilho diáfano da Beleza.
O fútil torna o mais belo percurso inútil! O fútil destrói na raiz da alma a força da Vontade e da Resistência, pois a futilidade amolece toda a disciplina com o canto ilusório da beleza passageira.
E tu, que vieste para transformar matéria em Luz, como ousas ainda vestir o teu corpo à custa dos véus azuis da alma?
Maria (mater)
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